segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

PMs destacam a falta de efetivo para manter policiais nas unidades

Se a proposta inicial dos Postos Comunitários de Segurança (PCS), da Polícia Militar, era inibir e coibir a ação de vândalos e bandidos no Distrito Federal, o tempo mostrou que as instalações pouco intimidam os mais ousados. Nos últimos dias, pelo menos quatro unidades foram depredadas e tiveram portas e janelas quebradas. Propostos pelo governo passado e criados em 2008, muitos dos PCS estão abandonados e sucateados. Na semana passada, o Correio percorreu vários deles e detectou o descaso dos locais que deveriam oferecer mais segurança à população. No Guará, por exemplo, o espaço está fechado com correntes e cheio de pichações. Ninguém vê policiais lá dentro há muito tempo.

Armados com pedras e até bombas, vândalos danificam constantemente os postos comunitários. No Riacho Fundo 2, na semana do Natal, pessoas não identificadas picharam o local e direcionaram xingamentos aos policiais militares. No momento da ação, os PMs haviam saído para fazer patrulhamento na região. A tinta preta foi retirada pelos próprios policiais. “É complicado. Se a gente fica dentro do posto, a população fica sem reforço no policiamento. Se a gente vai para o patrulhamento, fazem isso. E com o efetivo que a PM tem hoje, não dá para colocar mais policiais na rua”, conta um militar, que preferiu não ter o nome divulgado.

Se, no Riacho Fundo 2, os policiais conseguiram limpar as marcas dos vândalos, em Santa Maria PMs trabalham ao lado de vidros estilhaçados e de uma rampa quebrada. Na madrugada de sexta-feira, dois PCS foram alvos de vândalos, nas quadras 203 e 417 da região administrativa. Com pedras e uma bomba, quebraram as portas, o corrimão e a rampa de acesso. Em seguida, saíram sem que fossem identificados. Dias antes, outra unidade na mesma região foi danificada. “Quem perde com isso é a população. Agora, com os vidros quebrados, temos que ficar cuidando do posto e não podemos sair para fazer ronda”, disse um policial, que também prefere manter o anonimato. Somente em Santa Maria, pelo menos três unidades estão depredadas. Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido preso.

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