quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pacientes com lábio leporino terão atendimento unificado



Serviço Multidisciplinar de Tratamento de Fissuras Labiopalatais inaugurado no HRAN deverá atender por ano 300 pacientes com deformações labiais


Pacientes do DF e do Entorno com fissura labiopalatal – anomalia conhecida como lábio leporino– poderão se consultar com todos os especialistas em um único dia e lugar, após o lançamento, hoje, do Serviço Multidisciplinar de Tratamento de Fissuras Labiopalatais no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN).

"Com a criação desse serviço ressaltamos a importância do diagnóstico cedo e do tratamento rápido, (que) no caso da fissura labial, começa já nos primeiros meses", explicou o governador Agnelo Queiroz durante visita ao hospital, que pretende realizar 300 cirurgias anuais.

O novo método de tratamento prevê que as consultas médicas sejam concentradas às segundas-feiras, e as cirurgias, às quartas.

Agora, a equipe de cirurgiões plásticos, otorrinolaringologistas, pediatras, nutricionistas, psicólogos, enfermeiras, ortodontistas, dentistas e assistentes sociais atenderá o paciente em um único dia e não mais em datas separadas como antigamente.

O lábio leporino é resultado de um problema que atinge fetos em má formação e que se caracteriza pela abertura do lábio superior da criança, mas em alguns casos pode-se estender e atingir também a gengiva, o maxilar superior e o palato (conhecido como céu da boca).

CONSULTAS - As avaliações médicas serão realizadas sempre no primeiro dia da semana, entre 14.00 e 18.00, e dois dias depois, sempre entre 7.00 e 19.00, pacientes que necessitarem serão operados.

"Chegava a vir ao hospital três vezes por semana, deixei de trabalhar para cuidar só das consultas do Bruno, meu filho, talvez agora consiga voltar a fazer diárias (de faxina)", comentou a desempregada Maria Farias, 37 anos.

"O atendimento era prestado informalmente há 20 anos. A criação oficial do serviço nos possibilita realizar o trabalho de maneira integrada, o que facilita a vida dos pacientes", ressaltou o coordenador do serviço, o cirurgião plástico Marconi Delmiro.

"Os médicos daqui são maravilhosos, mas acredito que agora será mais ágil. Era tanta consulta que às vezes faltava dinheiro pra passagem", comemorou a dona de casa Rogéria Sousa, mãe de Dailson Botelho, 14 anos, que desde os três meses de idade faz tratamento no HRAN.

No ano passado, 200 pacientes foram operados no hospital, que, para este ano, tem a meta de chegar a 300 cirurgias, sendo que, entre janeiro e maio, o hospital atendeu 60 crianças operadas, que seguem em tratamento.

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